RN fecha 2025 com mais contratações do que demissões no mercado formal

 

   


Os números do mercado formal de trabalho no Rio Grande do Norte ao fim de 2025 autorizam, ao menos, uma leitura mais otimista sobre os rumos da economia potiguar. Em um ano marcado por desafios nacionais e instabilidades setoriais, o estado conseguiu encerrar o período com saldo positivo de 15.870 empregos com carteira assinada.

O resultado aparece no Boletim de Empregabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) e decorre de 257.414 admissões frente a 241.544 desligamentos ao longo do ano. Não é um dado trivial. Ele aponta para uma capacidade real de absorção de mão de obra, sobretudo em um cenário em que o emprego formal ainda disputa espaço com a informalidade.

O desempenho é sustentado por diferentes segmentos produtivos, com destaque para Serviços, Indústria, Comércio e Agropecuária. A diversidade setorial é um ponto central desse balanço: o crescimento não ficou restrito a um único motor da economia, o que tende a tornar o resultado mais consistente no médio prazo.

Entre os setores, Serviços aparece como protagonista, respondendo por 5.218 novos vínculos formais. Dentro desse universo, chama atenção o peso das atividades ligadas à Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde e Serviços Sociais, responsáveis por 2.780 postos de trabalho. O dado reforça o papel estratégico dessas áreas, não apenas como políticas sociais, mas também como vetores diretos de emprego e renda.

O saldo positivo de 2025 não elimina os desafios estruturais do mercado de trabalho no RN, como a qualificação profissional e a interiorização das oportunidades. Ainda assim, os números indicam um cenário de reação econômica e abrem espaço para um debate necessário: como transformar esse fôlego em crescimento sustentável e contínuo nos próximos anos.

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