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| Foto: Divulgação |
As chuvas intensas que atingiram o Rio Grande do Norte nesta sexta-feira (6) provocaram alagamentos, danos em estruturas e deixaram famílias desalojadas em pelo menos três municípios. A Defesa Civil estadual acompanha a situação e afirma que, apesar dos transtornos, não há registro de desabrigados até o momento.
Os casos mais graves foram registrados em Ceará-Mirim, Boa Saúde e São Tomé.
Em Ceará-Mirim, o volume de 128 milímetros de chuva fez uma lagoa de captação transbordar, invadiu ruas e obrigou seis pessoas da mesma família a deixarem casa. Elas foram atendidas pela Defesa Civil municipal e pela Assistência Social.
Já em Boa Saúde, a primeira grande chuva do ano, com 93 milímetros, alagou vias e desalojou três famílias. Um muro residencial desabou com a força da água.
Em São Tomé, a correnteza danificou a passagem molhada Pedra Preta, que liga comunidades rurais ao centro da cidade. O trecho foi interditado por segurança.
Na capital Natal, a Lagoa do Jardim Primavera também transbordou, causando alagamentos e transtornos para moradores do entorno.
Segundo o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Alexandre Henrique, a situação é monitorada em tempo real.
“Apesar da intensidade das chuvas, não houve necessidade de acionamento do Corpo de Bombeiros. Estamos acompanhando os municípios e prontos para dar apoio”, afirmou.
Alertas de risco
De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), choveu em 95 estações meteorológicas entre quinta (5) e sexta (6). O maior acumulado foi em Pedro Avelino, com 122,5 milímetros.
Mesmo com as precipitações, parte do estado ainda enfrenta seca: 18 municípios seguem em emergência por estiagem grave, seis em seca extrema e nove em seca moderada.
Com a previsão de mais chuva, o Cemaden emitiu alerta de risco hidrológico moderado para Natal e Extremoz, com possibilidade de novos alagamentos por sobrecarga na drenagem urbana.
O Inmet também publicou aviso de chuvas intensas para todas as regiões do estado, com risco de ventos fortes, relâmpagos e transtornos.
A orientação é evitar abrigo sob árvores durante tempestades, não estacionar próximo a torres ou placas metálicas e desligar aparelhos elétricos. Em emergências, a população pode acionar a Defesa Civil pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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