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| Foto: Elisa Elsie |
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), ainda não definiu se deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão envolve cálculos políticos e estratégicos dentro do partido e pode levar a petista a permanecer no comando do Executivo até o fim do mandato.
Pela legislação eleitoral, governadores que desejam concorrer ao Senado precisam renunciar ao cargo até abril do ano da eleição. Nos bastidores, porém, lideranças do Partido dos Trabalhadores avaliam que a saída antecipada poderia enfraquecer o grupo político no estado, especialmente diante da incerteza sobre quem assumiria o governo no chamado “mandato tampão”.
A preocupação é que a eventual mudança no comando do Executivo abra espaço para a oposição ganhar força administrativa e política em um momento considerado decisivo para o cenário eleitoral de 2026. Por isso, aliados defendem que a permanência de Fátima no cargo garantiria maior estabilidade e controle da gestão até o fim do mandato.
Com a indefinição, o PT também discute alternativas para a disputa ao Senado. Entre os nomes citados internamente está o da deputada federal Natália Bonavides, mas ainda não há confirmação oficial sobre candidaturas.
A definição sobre renúncia ou permanência deve ocorrer apenas nos próximos meses, dentro do calendário eleitoral.
Até lá, o cenário segue em aberto, com partidos analisando estratégias para a sucessão estadual e para a corrida ao Senado no Rio Grande do Norte.

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